Em nossa sociedade imediatista e inconseqüente, a lipoaspiração se transformou numa panacéia capaz de emagrecer qualquer um rapidamente e de forma simples. Celebridades adotaram o procedimento como a solução para todos os problemas ligados aos “pneuzinhos” a mais que possuíam e as “modelos/manequins” a idolatram.

Mas as coisas não são bem assim. A lipoaspiração, como qualquer cirurgia, deve ser encarada como uma agressão ao corpo e uma intervenção médica que pode ter riscos; inclusive de morte. Os casos se sucedem e as pessoas continuam optando pela lipoaspiração sem tomarem os mais elementares cuidados e sem procurar informações completas sobre o médico e sobre a clinica onde irão realizar o procedimento.

Algumas das mortes, após apuração, deixaram muito claro que as pacientes entregaram suas vidas a profissionais sem qualquer habilitação para realizar o procedimento e foram e operadas em clínicas sem o mínimo equipamento necessário para socorrê-las em caso de problemas. Devemos sempre ter em mente, que até arrancar um dente envolve riscos para a saúde que podem ir de seqüelas neurológicas graves; até a morte.

Além disso, muitas pessoas se submetem ao procedimento sem entender realmente como ele age e como seus corpos reagirão após a cirurgia. É fácil encontrar pessoas que acham a lipoaspiração uma forma de emagrecer. O que não é verdade. A lipoaspiração remove apenas as gorduras localizadas que seriam difíceis ou impossíveis de serem removidas com exercícios ou dietas; tais como: debaixo dos braços, nos quadris e na região abdominal.

Um outro detalhe que poucos dão importância e depois reclamam, é a flacidez da pele. Se sua pele já está flácida, ao fazer a lipoaspiração ela estará ainda pior. Pois só as pessoas que ainda possuem a pele elástica podem se beneficiar da acomodação natural da pelo no pós-operatório.

Pense muito bem antes de fazer uma lipoaspiração e converse com o seu médico. Antes de tudo; veja se ele é credenciado para realizar cirurgias plásticas e se a clínica onde você será operado(a) possui um bom CTI e equipamentos de ressucitação.

0 comments Arthurius Maximus | Dúvidas e Pesquisa, Tratamentos |

Hoje é praticamente impossível ligar a televisão; ler um jornal ou revista e caminhar pela rua ser ver um anúncio de produtos milagrosos e fantásticos que farão você perder mil quilos em uma semana. Esses anúncios exploram a imagem de homens e mulheres com corpos artificialmente esculturais e que jamais foram obesas na vida.

Realmente, a artificialidade do padrão de beleza que temos hoje é tão evidente; que basta uma caminhada pelas ruas ou uma olhada mais crítica em nosso próprio círculo de amizades que você perceberá facilmente que corpos perfeitos e sarados não existem.

Excetuando-se um ou outro com características genéticas que proporcionam uma harmônica distribuição de gordura e de musculatura; a maioria esmagadora da população passa muito longe dos cyborgs movidos a photoshop que vemos na mídia o tempo todo.

A mídia quer vender os seus produtos e seus anúncios. Se eles levarão pessoas à morte, ao sofrimento e a um mundo de ilusões amargas; eles pouco se importam. Vivemos uma cultura imediatista e que valoriza o aqui e agora. O amanhã não importa.

Um corpo “normal” é o corpo que te faz sentir bem. Nós obesos temos a mania de acreditarmos nas propostas mirabolantes e nas óbvias mentiras contadas nesses anúncios e comerciais de TV. Mas se pararmos para pensar; veremos isso também em relação às mulheres. Pois, afinal de contas, qual mulher não adoraria ficar livre das estrias e da celulite como aquela modelo fantástica da revista? Pois é; todas. Mas o que muitos esquecem, é que aquela “modelo fantástica” também tem celulites e estrias. Apenas essas “imperfeições” foram apagadas eletronicamente.

Nosso modelo de beleza atual favorece apenas as grandes corporações e ao grande capital. Infelizmente, mudar isso é muito difícil. Contudo, você não pode se envenenar, com todo tipo de químico que ofereça um milagre que definitivamente não acontecerá. O que deve se feito, é a busca diária por uma melhor alimentação, mais exercícios e um emagrecimento lento e contínuo. Afinal de contas; muitos de nós levamos décadas para atingir o peso atual. É, portanto, impossível perder todo esse peso em pouco tempo sem que coloquemos nossa vida em risco.

Um dia, a medicina encontrará a combinação ideal para o tratamento da obesidade. Lembra-se de quando o passar do tempo era uma sentença de morte sexual para os homens? Hoje as coisas mudaram. E, muito mais do que a impotência, a obesidade é o grande filão e o grande sonho farmacêutico do homem. Comer o que quiser e depois só tomar uma pílula que o manterá magro é um sonho que algum dia poderá estar a nosso alcance.

No entanto, até que esse dia chegue; tenha em mente que isso não existe ainda. Logo, tudo o que te venderem como milagroso é apenas uma milagrosa mentira e pode representar um perigo para você e sua saúde.

Pense nisso.

0 comments Arthurius Maximus | O Gordo e a Mídia, Tratamentos |

Tue
21
Oct
12:26 am

Muita gente pensa que apenas os exercícios aeróbicos podem proporcionar um emagrecimento consistente. Contudo, para muitos obesos graves, a corrida e exercícios de alto impacto são impossíveis de ser realizados devido a grande massa corporal ou a problemas de saúde provenientes da obesidade. Para esses casos e para todos os casos em que se deseja emagrecer, a musculação e os exercícios anaeróbios podem ser adotados com sucesso.

E isso se dá por um fator muito simples; o aumento da massa muscular aumenta o gasto energético e acelera o metabolismo basal. Durante a musculação, o organismo queima a energia necessária gastando o glicogênio que é formado pela glicose presente no corpo. Após a utilização desse glicogênio pelos músculos, de onde o organismo retirará a glicose necessária para a reposição do que foi gasto? Exatamente do carboidrato com o qual nos alimentamos. Desta forma, os carboidratos que você ingeriu em suas refeições simplesmente “desaparecem” transformados em glicogênio e o balanço calórico vai para o negativo; promovendo a perda de peso.

Assim, mesmo após o fim da atividade anaeróbia (musculação) o organismo ainda passará um bom tempo queimando calorias para repor esse glicogênio na musculatura. E utilizará a gordura como fonte de energia durante e esse período que pode ser de até 44 horas após a atividade física. Isso é claro pode variar de indivíduo para indivíduo.

Desta forma, a musculação deve ser usada como auxiliar no tratamento da obesidade por essas e outras razões; além de promover uma melhoria da disposição geral, da força, da coordenação, da auto-estima e da estética do obeso.

Mas, como tudo, deve sempre ser acompanhado de um exame médico prévio e detalhado.

Lembre-se: Emagrecer é possível.

0 comments Arthurius Maximus | Dúvidas e Pesquisa |

A Notícia foi publicada na revista Science e refere-se a uma descoberta feita por um estudo de cientistas Norte-Americanos de que um gene específico seria o responsável por um dos fatores causadores da obesidade.

Leiam a notícia traduzida retirada do site da Agência FAPESP

Ao saborear um delicioso mikshake de chocolate, o cérebro responde de maneira diferente, dependendo da pessoa. E é essa diferença, cortesia dos genes receptores de dopamina, que pode ajudar a explicar por que alguns engordam e outros não.

Segundo um estudo publicado na edição desta sexta-feira (17/10) da revista Science, o cérebro de indivíduos obesos responde a alimentos saborosos com menos intensidade do que o de pessoas mais magras. Isso indicaria que os obesos tendem a comer mais, aumentando a quantidade para compensar a menor resposta na satisfação ao ingerir o alimento.

O estudo, feito por pesquisadores de instituições norte-americanas, indicou uma resposta mais lenta ao alimento em regiões no cérebro conhecidas como “centros de recompensa” em indivíduos com uma variante genética específica.

No cérebro, o estriado dorsal é responsável pela liberação do neurotransmissor dopamina em resposta à ingestão de comida. A quantidade de dopamina liberada corresponde ao grau de satisfação que o alimento traz. Mas em indivíduos obesos, essa resposta tende a ser mais lenta, devido à presença de menos receptores de dopamina.

Na pesquisa, feita com mulheres, as voluntárias com a variante Taq1A1 tinham menos receptores D2 e demoravam mais para se sentirem satisfeitas após a ingestão de um milkshake de chocolate.

“Pessoas com menos receptores D2 necessitam de mais substâncias recompensadores, como alimentos ou drogas, para experimentar o mesmo nível de satisfação do que as demais”, disse Eric Stice, da Universidade do Texas, um dos autores do estudo.

Segundo os pesquisadores, a descoberta poderá ajudar no tratamento da obesidade, por meio da identificação de pessoas com a variante Taq1A1, que estariam propensas a ingerir maiores quantidades de alimentos e, por conseqüência, a ganhar mais peso.

O artigo Relation between obesity and blunted striatal response to food is moderated by TaqlA1 A1 allele, de Eric Stice e outros, pode ser lido por assinantes da Science em www.sciencemag.org.

0 comments Arthurius Maximus | Causas e Soluções, Notícias |

OBS: Essa notícia foi retirada integralmente do site G1

Na guerra contra a balança, de tempos em tempos, aparecem fórmulas de emagrecimento. O carboidrato já foi considerado o inimigo número um de quem está acima do peso, mas não é mais. Agora é aliado.

Nas academias de ginástica, outubro é um mês sintomático, porque cresce o número de matrículas. A freqüência aumenta em torno de 20%. Passado o inverno, é tempo de se preparar para o verão. É hora de queimar e também de cortar calorias. A maioria dos alunos, além dos exercícios, não dispensa uma dieta.

“Fechar um pouquinho a boca e fazer o que o médico manda: não comer gordura e não comer açúcar”, diz a aposentada Eva Strong.

O professor Flavio Moraes cortou os carboidratos da alimentação e perdeu quatro quilos em um mês. “O jeito é ficar só na base da proteína e seguir para o verão”, diz.

Os carboidratos estão presentes em todos os cereais, trigo, arroz e milho, além de estar nos pães, nas massas e até nas frutas. Durante anos eles foram considerados os vilões por quem pretende emagrecer, mas especialistas afirmam que os carboidratos não devem ser cortados completamente das refeições. Pelo contrário: devem fazer parte de uma boa alimentação, porque são fontes de energia necessárias ao organismo.

“Quando se tem um consumo muito reduzido de carboidrato, o organismo vai buscar essa energia que é necessária para o funcionamento das atividades em outras estruturas corporais. Normalmente, o organismo vai lá na proteína, que está armazenada na nossa musculatura”, explica o nutricionista Ricardo Sodré.

Resultado: você até emagrecer, mas em vez de perder gordura, perde músculo. O gráfico Marcelo Magalhães há oito anos aprendeu a ter uma alimentação balanceada. Come de três em três horas e cortou os carboidratos só à noite. Nunca mais engordou.

“Depois que comecei a fazer esse acompanhamento nutricional, voltei a ter um peso normal e uma saúde mais adequada. A pressão e o colesterol voltaram para o lugar”, conta o gráfico Marcelo Magalhães.

Como sempre, explica o nutricionista Ricardo Sodré, o segredo está em conjugar alimentação saudável com atividade física.

“É preciso conduzir tudo de forma bem equilibrada, procurando ajuda de um profissional. O preparo para o verão não deve acontecer só nos meses que antecedem o verão, e sim durante o ano inteiro”, orienta o nutricionista.

E você pode ver o vídeo que foi ao ar na TV Globo aqui.

0 comments Arthurius Maximus | Notícias |

Segundo a nutricionista Beatriz Ulate, essa máxima popular também se aplica ao que comemos. É clássico pensar que uma dieta de sucesso deve restringir totalmente o consumo de alimentos “não saudáveis” como doces; gorduras e alimentos altamente calóricos. Mas isso não é verdade. Toda dieta restritiva já tem, em si mesma, um alto conteúdo de fracasso. Isso porque é muito simples entender que no mundo de hoje; as tentações alimentares são dramáticas e tornar-se um indivíduo “impedido de comer” é quase como ser um paria dentro de qualquer grupo social. Afinal de contas, nada mais sem graça do que ser convidado para um chopinho no “happy hour” e ficar cheio de “não possos” à mesa.

Isso serve também para uma festa de confraternização ou de aniversário. O Planeta Terra não deve ser obrigado a seguir a sua dieta de baixas calorias. Por isso mesmo, o fracasso dessas dietas é quase um fato inevitável que só causa mais problemas para nós.

Por que não tomar um chopinho, comer aquela picanha ou aquele torresminho? Por que não comer aquele hambúrguer saboroso e suculento ou um pedaço do bolo do seu melhor amigo (ou amiga)? Por que não ir a festa da empresa naquela churrascaria rodízio fantástica?

Na verdade, não há motivo algum para isso. O grande “truque” para aproveitar tudo o que a vida tem de melhor (em matéria de comida) e ainda sim manter uma forma adequada ao seu biótipo, é lidar com as quantidades.

Assim, ao invés de comer dois sanduíches enormes “com tudo dentro”. Como um com filé de frango, sem maionese, etc… Ou, se preferir, coma um “com tudo dentro”, mas depois dê uma longa caminhada e evite comer coisas pesadas depois. Como mais verduras, frutas e legumes, por exemplo.

No rodízio; escolha a carne que você mais gosta e coma-a sem culpa. Mas evite as sobremesas e os acompanhamentos mais pesados e calóricos. Assim, com inteligência e fazendo escolhas adequadas, você poderá comer de tudo controlando apenas a quantidade e evitando combinações “bombásticas”. E caminhará para o sucesso final em sua dieta.

Pense nisso.

1 comment Arthurius Maximus | Dieta e Nutrição |

Você sabe o que é DIETA DISSOCIADA? Apesar de parecer algo complexo e restritivo, a dieta dissociada nada mais é do que evitar o consumo, numa mesma refeição, de proteínas e carboidratos. Por mais estranho que pareça, o consumo normal de proteínas e carboidratos em conjunto pode ser o responsável por aquela sensação de mal-estar que você sente após as refeições. Coisas como cansaço, falta de energia e a lentidão metabólica.

Isso acontece devido à fermentação que esses alimentos sofrem e que libera toxinas nocivas e sobrecarrega todo o sistema digestivo. A suspensão desse consumo simultâneo vem trazendo benefícios para o combate à obesidade. E é proposta pelo pesquisador Dr. João César Castro Soares.

Muito além do simples mal-estar, comer proteínas e carboidratos facilita o acúmulo de gordura. Por isso mesmo, há uma famosa dieta que bane completamente os carboidratos da alimentação e que verdadeiramente funciona. O grande problema dessa dieta, é que se feita por longo tempo ela causa danos graves ao corpo e jamais deve passar de alguns dias ou uma semana no máximo.

Consumindo apenas proteína e vegetais numa determinada refeição e vegetais e carboidratos em outra, evita a fermentação; a criação das enzimas nocivas e a inativação da enzima lípase que é responsável pela metabolização das gorduras. Favorecendo assim, um emagrecimento muito mais saudável do que com o outro método altamente restritivo.

Num programa específico, o dia deve começar com a ingestão de carboidratos como: sucos; pães integrais, etc… Além de fornecerem a energia necessária para um bom começo de dia, esses alimentos fornecem o triptofano. Um aminoácido que forma neurotransmissores como a serotonina (o hormônio da felicidade).

Entre as refeições principais, como sempre carboidratos em forma de sucos; frutas; cereais integrais, etc…

No almoço; arroz integral; arroz selvagem; batata doce, aipim (mandioca, macaxeira); farinhas em geral; macarrão integral e tudo o mais que contenha carboidratos com alto valor glicêmico e forneçam a energia de que você precisa. E, finalmente, no jantar coma as proteínas de costume (carne, peixe, ovos, etc…).

Além disso, após o almoço e o jantar, você só deverá comer quatro horas mais tarde. E cada lanche deve ser feito com o intervalo de duas horas. Assim, ao almoçar ao meio dia, você fará um lanche só as 16:00h e comerá algo de duas em duas horas até o jantar; repetindo o ciclo alimentar. Desta forma, evita-se a fermentação e a diminuição do metabolismo; facilitando o emagrecimento e a queima de calorias.

OBS: Este artigo é baseado em matéria publicada no Portal Nacional de Seguros de autoria da Dra. Daniela Jobst que é nutricionista e Pós Graduada em Nutrição Clínica Funcional e Bioquímica do Metabolismo pela VP/Consultoria Nutricional/Divisão de Ensino e Pesquisa, Especialista em Fisiologia do Exercício pela Escola Paulista de Medicina (UNIFESP), e membro do Centro Brasileiro de Nutrição Funcional.

0 comments Arthurius Maximus | Dieta e Nutrição, Dúvidas e Pesquisa, Tratamentos |